“Como mulheres, sempre fomos ensinadas a sentir o mundo ao nosso redor com bastante intensidade”, ela disse. “Infelizmente, a gente aprendeu a direcionar todo esse sentimento aos outros, nunca a nós mesmas. Não nos ensinaram a olhar para dentro e perceber o templo que somos e, por isso, crescemos amando os outros num processo de autonegligência. Enfim, fomos lapidadas para exalar nosso amor sem absorver o mínimo dele”.
Quando finalmente digeri o que M.A acabara de dizer, pude apenas assentir. Permanecer calada parecia o mínimo a se fazer frente a uma verdade tão palpável e, ainda assim, tão aterrorizante. Mesmo agora, ter de admitir que M.A está coberta de razão me causa certo medo. Sabemos que, quando se é mulher, o amor próprio aparece em último plano (quando aparece). Fomos, sim, treinadas para tirar de nós um amor infinito e depositá-lo no próximo. Da mesma forma, aprendemos a nos encolher; ao nos moldar, a sociedade nos reprimiu sem piedade alguma, e, ainda hoje, uma mulher ter poder sobre o próprio corpo é algo considerado chocante, antiético e, acredite, vulgar. E se até amor próprio é tabu quando tratamos de mulheres, o que dizer do ato de se tocar?
Uma realidade opressora nos foi imposta, é verdade. Um ensinamento básico sobre autoconhecimento, o toque, nos foi negado. Pois bem. Sejamos, então, autodidatas na disciplina mais importante: nós mesmas. Afinal, conhecer nosso próprio corpo, nosso próprio templo, é a maior forma de resistência.
E é por isso que eu e as garotas da HAUS aproveitamos para agradecer ao Outubro Rosa, um movimento que promove o autoconhecimento da mulher e o exercício do amor próprio através do toque, buscando prevenir e diagnosticar o câncer mais recorrente entre as mulheres: o de mama. Essa iniciativa lindíssima não se trata apenas de lutar contra uma doença, como também é uma nova forma de empoderamento feminino. Ela é nosso modo de dizer que, sim, vamos nos tocar até que o tabu caia por terra e vamos nos amar até que transbordemos amor próprio. É, enfim, uma das maiores representações do nosso jeitinho único de resistir. Então, vamos continuar resistindo. Vamos continuar nos tocando.
Nós, integrantes da HAUS, temos ciência da visibilidade que o Outubro Rosa proporciona à luta das mulheres contra o câncer de mama e em favor da igualdade, mas ressaltamos que o autoexame*, assim como a conscientização sobre a doença, deve ser realizado periodicamente. É válido, ainda, destacar que, embora menos recorrente (representa cerca de 1% do total de casos da doença), o câncer de mama também pode acometer homens. O autoexame, portanto, é um método eficaz para todos.
Tendo dito isso, a HAUS espera ter contribuído com uma das causas que mais movimenta o país. Por fim, repetimos: querida (o), se toque!
*Saiba mais sobre o Outubro Rosa e aprenda como realizar o autoexame com o INCA.
Uma realidade opressora nos foi imposta, é verdade. Um ensinamento básico sobre autoconhecimento, o toque, nos foi negado. Pois bem. Sejamos, então, autodidatas na disciplina mais importante: nós mesmas. Afinal, conhecer nosso próprio corpo, nosso próprio templo, é a maior forma de resistência.
E é por isso que eu e as garotas da HAUS aproveitamos para agradecer ao Outubro Rosa, um movimento que promove o autoconhecimento da mulher e o exercício do amor próprio através do toque, buscando prevenir e diagnosticar o câncer mais recorrente entre as mulheres: o de mama. Essa iniciativa lindíssima não se trata apenas de lutar contra uma doença, como também é uma nova forma de empoderamento feminino. Ela é nosso modo de dizer que, sim, vamos nos tocar até que o tabu caia por terra e vamos nos amar até que transbordemos amor próprio. É, enfim, uma das maiores representações do nosso jeitinho único de resistir. Então, vamos continuar resistindo. Vamos continuar nos tocando.
Nós, integrantes da HAUS, temos ciência da visibilidade que o Outubro Rosa proporciona à luta das mulheres contra o câncer de mama e em favor da igualdade, mas ressaltamos que o autoexame*, assim como a conscientização sobre a doença, deve ser realizado periodicamente. É válido, ainda, destacar que, embora menos recorrente (representa cerca de 1% do total de casos da doença), o câncer de mama também pode acometer homens. O autoexame, portanto, é um método eficaz para todos.
Tendo dito isso, a HAUS espera ter contribuído com uma das causas que mais movimenta o país. Por fim, repetimos: querida (o), se toque!
*Saiba mais sobre o Outubro Rosa e aprenda como realizar o autoexame com o INCA.







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